Notícias

Loading...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

PORTA CORTA-FOGO PARA SAÍDAS DE EMERGÊNCIA

1. Introdução
Um equipamento comum em nossa vida – quer estando em casa (para aqueles que residem em apartamentos) quer em nossos momentos de lazer, a porta corta-fogo não costuma chamar muito nossa atenção, salvo quando em um teatro ou cinema somos informados de que “...nas laterais há portas corta-fogo destravadas e com barras antipânico...”.
A utilizamos como passagem no dia-a-dia e muitas vezes não nos damos conta de sua importância. Mais ainda: estando em um shopping center, qual de nós têm a preocupação de localizar a saída de emergência mais próxima do local que nos encontramos com nossa família?
Como acontece com equipamentos de emergência, somente nos damos conta de sua importância quando da sua falta: o Edifício Andorinha, incendiado em 1986, não possuía escadas de emergência; o prédio da TAM Express atingido pelo vôo TAM 3054 em Congonhas, teve a escada de emergência atingida pela aeronave, bloqueando a rota segura para evacuação das pessoas.

2. Definição
Seu papel é o de conter as chamas e o calor provenientes do fogo, razão pela qual ela é o equipamento aplicado nas saídas de emergência e nas escadas de incêndio, oferecendo um caminho seguro tanto para a fuga dos civis quanto para o acesso dos bombeiros que irão combater o fogo.
Por definição a porta corta-fogo é do tipo de abrir com eixo vertical, composta de batente, ferragens e da porta em si, com a função de impedir ou retardar a propagação do fogo e calor. (NBR 11742, 3.1).

3. Aplicação
Há uma combinação entre a capacidade de resistência ao fogo (classe da porta) e sua aplicação nas edificações. Embora a Norma Técnica de referência (Norma ABNT NBR 11742) classifique as portas corta-fogo (P-30, P-60, P-90 e P-120) e até seu emprego (4,1 e 4,9), cada Corpo de Bombeiros Estadual estabelece um dos quatro tempos de resistência ao fogo (P) que a porta deve proporcionar, levando em conta a existência ou não de antecâmara e o cálculo de risco da edificação.
É exigência de Norma que a porta seja instalada com três dobradiças. Elas podem variar de modelo (fechamento por gravidade ou por dispositivo hidráulico – mola), mas nunca de quantidade. Também determinada por Norma é o uso da fechadura de sobrepor com trinco, item gerador de interpretações equivocadas. Devemos lembrar que a porta corta-fogo oferece duas condições de segurança ao usuário: a primeira conter e impedir a propagação do fogo, a segunda: oferecer um caminho de fuga para nós civis e um fácil acesso aos bombeiros.
A fim de garantir o desempenho satisfatório da porta corta-fogo – conter as chamas e o calor – é obvio que ela deve estar fechada, o que não significa trancada. Erro muito comum é a colocação de fechaduras de chave não previstas em Norma ou cadeados. Em caso de incêndio quem irá buscar a chave no almoxarifado? Barras antipânico são acessórios previstos para situações de grande público.


4. Manutenção
Diferentemente de um extintor de incêndio ou de um sprinkler, a porta corta-fogo é utilizada em nosso dia-a-dia como passagem, quando subimos ou descemos um andar. Sendo assim, ela não fica inerte aguardando o momento de “entrar em cena”, pelo contrário: é manuseada diversas vezes em movimentos de abrir e fechar. São os dispositivos que garantem a abertura e o fechamento da porta que devem ser preocupação de manutenções mensais. Semestralmente, deve ser avaliada a condição da folha da porta e a lubrificação das dobradiças e fechadura com graxa.
Tão importante quando a manutenção da porta corta-fogo é o estado da saída de emergência. É comum que sejam utilizadas como depósitos temporários de diversos objetos: um morador troca o sofá e como está um pouco tarde, deixa-o na saída de emergência para no outro dia removê-lo para descarte. Acontece que emergências não têm o hábito de marcar hora, e no caso de um incêndio, um sofá dificultará a passagem das pessoas, além de ser extremamente combustível.

5. Cuidados
Deve-se observar também o uso de agentes corrosivos na limpeza das escadas de emergência, uma vez que água sanitária e cloro reagem com o material externo da porta (aço galvanizado) provocando sua oxidação (ferrugem). Sintoma comum do uso de tais agentes corrosivos é a presença de ferrugem ou “casca de laranja” na parte inferior da porta corta-fogo.

6. Segurança do Produto
No Brasil, as empresas de portas corta-fogo submetem seus produtos a um processo de certificação, com o objetivo de atestar, assseverar o cumprimento de exigências de Normas Técnicas, uma vez que o desempenho de um equipamento está diretamente relacionado às matérias-primas empregadas na sua confecção e no controle do processo produtivo.
Desde 1940 a ABNT atua no segmento de segurança contra incêndio, e por conseqüência junto aos fabricantes de portas corta-fogo, garantindo o desempenho mediante o acompanhamento de ensaios, e o controle das etapas de fabricação e do produto no mercado em auditorias.
Para portas corta-fogo foi criado o Selo de Marca de Conformidade ABNT, fixado em cada porta, contendo um número de série e informando a classe (tempo de resistência ao fogo). Junto à esta etiqueta metálica deve haver outra com informações do nome do fabricante, e em conjunto estes dois selos são capazes de garantir a rastreabilidade do produto, isto é, chegar aos lotes originais de matéria-prima empregados na confecção daquela porta.
Em cada lote de portas fornecido, o fabricante deve enviar um Manual de Instruções contendo informações sobre dimensões e massas nominais, cuidados de transporte, embalagem, armazanamento, instalação, funcionamento, manutenção e garantia.
Ana Cláudia Meneguci Silva

2 comentários:

Gustavo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
C A Monteiro disse...

Não devemos esquecer, que há necessidade de manutenções, regulagens e substituição de acessórios quando necessário, sempre dentro 6 meses ou no máximo dentro de um ano. As Empresas de responsabilidades fornecem ao final do serviço uma Declaração de Conformidade com a normas tecnicas exigidas pelo Corpo de Bombeiros.

Como determina a Convenção Condominial: È obrigação do Sindico manter o condominio dentro de uma segurança, e sua responsabilidade responde criminalmente pela sua falta de segurança.

Abraços

Carlos Alberto


www.camonteiro.com.br